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domingo, 11 de outubro de 2009

O Brasil é o país do presente, sim. é já agora imediatamente que temos que mudar ...

mudar para avançar. do jeito que estamos, todas as iniciativas e investimentos vão continuar a enriquecer os mesmos e os investidores internacionais (melhor, especuladores).
Temos que fazer uma reforma econômica, uma reforma social (saúde e educação), uma reforma política(*), uma reforma agrária, com urgência. Pensar no mercado interno e inserir a população excluída (a maior parte) nas cadeias de produção do agronegócio e pequenas e médias indústrias por todo o país para mudar o que parece imutável:

     No Brasil, os 10% mais ricos detêm 43% da riqueza nacional, enquanto os 10% mais pobres,    
     apenas 1%. Na Noruega, país que lidera o ranking da distribuição de renda, os 10% mais ricos
     concentram 23% da riqueza, enquanto os 10% mais pobres respondem por 4%.

A lógica é inexorável: o grupo que tem muito dinheiro ganha mais dinheiro com maior velocidade, numa geração pode multiplicar seu capital, e este capital se espalha rapidamente pelo grupo e com facilidade (as oportunidades estão à porta); o grupo dos que não tem nada, continuará com nada por muito tempo, mesmo que algum do grupo consiga enriquecer, pois logo este passará para o outro grupo.

Não dá para seguir a receita dos países centrais, pois estes detêm a superioridade tecnológica (informação e investimento) e lutamos em desigualdade neste cenário. Basta comparar (na média) os laboratórios e bibliotecas de nossas universidades com as deles. Também não dá para seguir a receita da China, India ou Tigres asiáticos pois somos um povo culturamente totalmente diferente.

(*) E a reforma política que precisamos é limpar todo o cenário político atual, mexendo no chamado pequeno poder (que é grande em quantidade e dimensão). E para ajudar, como não há nenhum partido "limpo" o suficiente e com poder suficiente para resolver o problemas, comecemos cortando o número de cargos políticos pela metade. Depois, vamos criar a agenda popular com a ajuda de especialistas para nos ajudar no que realmente queremos no futuro (aí sim pensaremos no futuro) e não apenas em como resolver os problemas da ordem do dia, que não avançam. Olhando os números da ultima pesquisa divulgada pelo IBGE (http://tinyurl.com/yggq8sh) vemos que o avanço em 10 anos foi pífio.

Posted via email from Ricardo's posterous