Páginas

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Vamos Para o Brasil

Hoje (na verdade ontem pois já passou da meia-noit) eu estava viajando entre Medianeira e Cascavel no oeste do Paraná (76 Km, 1 hora de carro) e ouvindo Raul Seixas. Quando tocou a música "O dia em que a Terra parou", me deu um estalo, uma loucura.

"Essa noite eu tive um sonho
de sonhador
Maluco que sou, eu sonhei
Com o dia em que a Terra parou
com o dia em que a Terra parou

Foi assim
No dia em que todas as pessoas
Do planeta inteiro
Resolveram que ninguém ia sair de casa
Como que se fosse combinado em todo
o planeta
Naquele dia, ninguém saiu saiu de casa, ninguém.
..."

veja o resto da letra em http://raul-seixas.letras.terra.com.br/letras/48325/

Aí vim quase a viagem toda maquinando, ou elocubrando - como se dizia no meu tempo! Depois quando tocou Maluco Beleza e mais depois Metamorfose ambulante, pensei: de que adianta ouvir o cara, idolatrar o cara (eu não faço isso, só com o Elvis, mas tem muita gente que faz), e não seguir o cara? Vamos seguir o cara, pô!

Qual a idéia: tem muita gente querendo e pensando em mudar o Brasil, seja na forma de partidos, de ONGs ou de movimentos. Um destes movimentos emblemáticos é o Quero mais Brasil. Emblemático porque quando se vê, se pergunta: Esses caras? Mudar o quê? E como? Mas não vou entrar nesta discussão.

Nós que estamos diariamente com um meio de comunicação muito forte - a Internet, podemos fazer mais do que isso. VAMOS PARAR O BRASIL (VPB). Eis o plano:

Porque fazer?


Para demonstrar a nossa força. A força da nossa indignação. A força da nossa comunicação. A força da nossa colaboração. A força da nossa solidariedade. A força - já ouvi isso antes! hehe. Enfim, demonstrando a força que temos damos o recado: quando quisermos, nós mudamos o que está aí. Pela via das eleições já deu pra perceber que a coisa vai longe.

O que fazer?


Parar o país durante 1 dia. Marcamos uma data para parar o país. Ninguém sai de casa!!!! É melhor do que votar nulo, como poderão ver adiante.

Quando?


A data tem que ser viável para a mobilização. Após as eleições penso eu, este movimento (não sei se devemos chamar de movimento) não pode ser associado à eleição ou permitir seu uso por políticos.

Como?


Criamos um movimento(!) virtual de relacionamento anônimo pela Internet. Este movimento(!) tem por objetivo registrar anonimamente (depois eu explico) todos os cidadãos de bem - ou seja, excluímos os ladrões de qualquer espécie (presos - estes não podem sair mesmo!; culpados, suspeitos, encobertos, em julgamento, etc) (podem haver exceções, voce pode ter um amigo/a que voce considera do bem e ele/a seja um/a ladrão/a! mas serão exceções!) Não podemos impor restrições qualitativas (do tipo quem mente rouba, quem rouba mata) - ficar por conta da avaliação de cada um. Bem, já estou desviando e atropelando, voltando ao início.

Onde?


Criamos um sítio na Internet do tipo Orkut, mas somente com registro numérico, nick e CEP - sem nomes, cpfs, etc e também sem e-mails principalmente, para evitar a desconfiança de que possa ser usado para outros fins. O CEP vai ser necessário para os indicadores do movimento(!) e para os relacionamentos. Eu penso que podemos fazer um teste iniciando pelo próprio Orkut para avaliar a capacidade de mobilização local (numa cidade). Esta idéia eu também explico depois. O sítio também vai mapear as organizações anonimamente (organização A, B, C, etc) por categoria (escolas, hospitais, empresas, universidades, etc). Tudo isso eu explico depois!

Quem?


Começamos pelos que tem acesso doméstico na Internet, estendendo para o registros dos vizinhos (mesmo CEP) que não tem este acesso. Não será usado acesso na empresa (porque eu explico depois).

Quanto vai custar?


Nadica de nada penso eu, pois não faremos divulgação. Mas também não podemos ser contra a divulgação por terceiros, eu penso, não sei. Mas precisaremos hospedar o sítio gratuitamente por um tempo! Alguma idéia? hehe

O que ganhamos com isso?


Ao demonstrar nossa força parando o país, mostramos que podemos fazer o quisermos. É claro que de outras formas, com mais organização e discussão.
Esse primeiro movimento (no sentido de jogo) do VPB é para apenas mostrar a Força. Sem criar ou discutir nada.
Depois desse primeiro movimento, podemos começar a criar coisas, coisas que resultem em benefícios políticos e sociais. Podemos criar leis (de iniciativa popular), movimentos solidários, organizações, tudo totalmente (tudo totalmente ... parece autoritário, mas não é, como verão) gerenciados pelo VPB (virtuais e anônimos) e com total transparência, formas de monitorar os programas de governo, eleger políticos (se ainda acharmos que devam existir).
Podemos até criar um banco! É, um banco, escolas, hospitais, etc eu penso que sim. Organizações que funcionem de forma solidárias (como cooperativas ou empresas de capital aberto) e cuja contabilidade seja totalmente transparente (como fazer com a concorrência de mercado, isso a gente discute bem depois).

sítio do VPB como exemplo


O próprio sítio do VPB quando for necessário (e o será logo) poderá arrecadar recursos, como o Criança Esperança Global, mas com uma conta bancária conhecida no banco (por enquanto em outro banco), que o associado VPB (viu? não é um movimento) possa ligar no 0800 e saber o saldo, ou ver na Internet. E ver a contabilidade online. Mas sem aquela coisa de rubricas pra cá, programas pra lá, onde podem ser escondidas centenas de ambulâncias superfaturadas e ninguém vê (conta outra que ninguém vê. Nós da patuléia não vemos!). Todos os recursos serão administrados localmente nestas organizações solidárias (ou comunitárias ou cooperadas, qq coisa). E por aí vai.

Conclusão de hoje


Vamos fazer o primeiro movimento. Vamos Parar o Brasil. Depois a gente continua.
E tudo isso eu pensei em 40 minutos. Muito louco, maluco beleza, metamorfose ambulante!!

Acompanhe este tópico também no blog.soylocoporti.com.br