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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Chik Jeitoso e Marcelo Araújo são presos acusados de extorsão de R$ 5 milhões.

Notícia publicada em todos os sites e veiculada com destaque em todos os telejornais. Matéria totalmente dispensável.

São os jornalistas que gostam de dissecar os esquemas criminosos ou são os leitores que gostam de saber em detalhes como o seu dinheiro é roubado? Em ambos os casos estamos caminhando pra trás. Não se trata de esconder a triste realidade, mas em dar o devido destaque a cada tipo de notícia.

No caso da moça que foi atacada com uma seringa no tubo da Praça Eufrásio Correa é importante o destaque por que muitas pessoas circulam por ali. Mas nesse caso a importância é somente para outros empresários e políticos, se que há esta necessidade, pois que é abordado por esse tipo de gente sabe que está sendo extorquido, não precisa do noticiário para o alerta.

Basta então a notícia do ocorrido, como se faz no obituário: "Chik Jeitoso e Marcelo Araújo são presos acusados de extorsão de R$ 5 milhões. A prisão é temporária por 5 dias. As investigações estão em andamento." Basta! No dia em que os acusados forem inocentados ou condenados, nova notícia e pronto. Nada de primeira página ou vídeo na internet.

Algum jornal colocou na primeira página a ação do projeto WAAS (We All Are Smart) em uma escola na CIC? Colocou vídeo na internet? Entrevistou o líder do projeto? Entrevistou os alunos da escola, os professores? Ah! Não soubemos disso. Não souberam por que não tem jornalistas nas escolas, por que os jornalistas não têm contato direto com os diretores das escolas. Mas jornalista na delegacia sempre tem, contato direto dos delegados com os jornalistas sempre tem. A mesma coisa para o futebol. E nas escolas? Somente quando queremos colocar uma notícia "positiva", o que devia ser todo dia.
Quer saber mais sobre o projeto WAAS, coloque no google WAAS CIC

terça-feira, 14 de junho de 2016

Uma breve história do futuro - 1

O conhecimento como era visto no passado era a transferência entre experiências entre indivíduos, que desenvolveram sua sabedoria a partir destas experiências. Em termos mais técnicos, quem detinha o conhecimento eram os chamados especialistas ou peritos. Nessa época a programação dos computadores buscava reproduzir o mecanismo de solução de problemas dos especialistas, da mesma forma como as pessoas faziam. Seja na forma de algoritmos, sequência de operações e decisões até se chegar a um resultado, podendo repetir-se em ciclos sucessivos até aproximar-se da solução. No entanto os modelos mentais utilizados nessa abordagem são complexos, pois os mecanismos humanos de resolução de problemas são fortemente baseados em ponderações de incertezas. Esses modelos mentais eram ineficazes em computadores.

A solução para este problema foi explorar a capacidade dos computadores e fazê-los interagir com o meio ou com os humanos. Esses programas de computador baseados em modelos de interação foram chamados de agentes inteligentes. Mais tarde os chamamos simplesmente de agentes. Os agentes são capazes de capturar a semântica do contexto e reutilizá-lo para resolver problemas ou simplesmente interagir. Os agentes não simulam um especialista humano, nem representam modelos humanos de conhecimento, são mais do que o mimetismo da inteligência humana. O conhecimento é de alguma forma representado no agente, e este irá aplicá-lo, ou armazená-lo para distribuí-lo, de uma forma inteligente e amigável com os humanos.

O conhecimento nada mais é do que resultado da experiência, uma versão adquirida do mundo real, mantida internamente por todos os seres humanos e eventualmente estendida por mecanismos de abstração próprios da mente (já dizia Piaget). De fato, o conhecimento é construído na mente que tenta capturar a realidade. Mas estados internos não necessariamente representam a realidade, mas guardam uma interpretação ou uma resposta a ela. Então o conhecimento é o padrão destes estados internos, cada um correspondendo a algum estado do universo. É o significado construído pela mente, um produto da mente, seja um estado inato ou aprendido, consciente ou inconsciente. Faz parte deste conhecimento a capacidade de discernir sua aplicação para lidar com os problemas do mundo. Cada pessoa produz o seu próprio conhecimento, percebe a realidade à sua maneira, e é capaz de aplicar seus conhecimentos para solucionar os problemas do seu interesse e dentro da sua capacidade. Assim, a capacidade, habilidade, perícia e sabedoria variam de pessoa para pessoa e enormemente. Dessa diversidade é formada a humanidade. A humanidade ou partes dela, como grupo, também tem o seu conhecimento, a sua percepção de realidade, a sua capacidade de resolver problemas, o que é demonstrado pelas diferentes vivências e decisões em cada país ou região do planeta.

Esses estados também podem ser construídos em computadores, tendo-se uma forma adequada de estruturá-los. Esses estados também correspondem a uma realidade externa, no entanto, utilizando símbolos definidos pela cognição humana, pela percepção de uma pessoa. Assim, a percepção do agente (computador) também será restrita à realidade e símbolos dessa pessoa, como são as próprias pessoas. Estas descrições simbólicas caracterizam os relacionamentos empíricos no domínio do agente, somado aos procedimentos para manipulação dessas descrições, tem-se o conhecimento do agente (Hayes-Roth, 1983). Assim a capacidade do agente em reconhecer os problemas do mundo e as possíveis estratégias que podem aplicadas em sua solução, bem como a capacidade de aprender com seus erros, será limitada por esse conjunto, assim como nos seres humanos. Num determinado domínio de conhecimento, por exemplo, a matemática, temos agentes com vários níveis de conhecimento - pré-definidos na sua estrutura simbólica, e que são orientados para o subdomínio de problemas que o agente poderá tratar.

Os engenheiros construtores dos agentes trabalham no modelo conceitual e na ontologia do domínio de trabalho do agente, de uma forma ainda similar ao que se fazia nos primórdios da inteligência artificial no final do século XX. Os modelos conceituais definem a utilidade do agente.
A grande diferença é que hoje não pensamos nos computadores, ou na inteligência artificial, como algo para resolver os maiores problemas do mundo. Os agentes não têm mais capacidade do que um humano comum. E sua serventia é para as coisas simples do dia a dia, como fornecer informações atualizadas sobre determinado assunto, por exemplo, esportes, clima, entretenimento. Ou fornecer informações científicas para uma equipe de cientistas, ou para professores e alunos na sala de aula. Ou fornecer informações técnicas para profissionais nas suas atividades, como mecânicos, eletricistas, projetistas e operadores de máquinas industriais. Ou gerenciar equipamentos em lojas de serviços, como lavanderias, padarias, mercados.

Assim, os agentes não são uma ameaça à inteligência humana como pensavam alguns cientistas e profissionais de tecnologia no início do século XXI.

sábado, 11 de junho de 2016

As cidades no futuro - 1



A principal fonte de perda de tempo nas cidades atuais é a locomoção. O tempo que se gasta para se locomover de casa para o trabalho e depois de volta, o tempo que se gasta para ir a médicos e hospitais, o tempo que se gasta para ir a shopping centers, locais de eventos esportivos e culturais. Esse tempo está relacionado à localização destes pontos citados e ao local onde a maioria das pessoas mora. De todos, o que gasta mais tempo é o primeiro trajeto citado, de casa para o trabalho. E tanto faz se é usado o carro ou os transportes coletivos. É muito tempo. Nos coletivos, nas maiores cidades – as metrópoles, o tempo é mais do que o dobro do gasto em automóveis, facilmente chegando ao triplo para muita gente. A única solução desenvolvida até agora que atende a uma quantidade expressiva de pessoas é o metrô.  Que beneficia uma parcela apenas da população, pois muita gente ainda mora além do final das linhas de metrô, utilizando então, trens e ônibus, para chegar ao metrô.
De outro lado, se fala de ocupar o tempo em que se está no trânsito com algo produtivo, no caso intelectualmente falando. Ler ou ouvir um livro, ou relatórios da empresa, esvaziar sua caixa de entrada de e-mails antes de chegar ao trabalho, entre outras. 

Quem tem possibilidade de escolha vai trabalhar perto de casa ou morar perto do trabalho. Uma situação mais confortável, mas que pode não durar por muito tempo, dependendo de quanto tempo se permaneça na mesma empresa, ou da oferta de trabalho na sua região. Quem opta por morar no centro das grandes cidades, ou numa região que tenha muitas empresas ou centros comerciais, talvez tenha essa facilidade por mais tempo. Mas isso é para poucos, pois a oferta de moradias no centro ou nestas regiões não é muito grande e é muito cara.

Talvez seja fácil reverter essa situação no futuro, fazendo com que as empresas paguem pelo tempo gasto no trânsito. Nessa situação, interessa à empresa ter mais trabalhadores que morem perto e a situação seria revertida, e o mercado imobiliário se adequaria ao interesse das empresas, chegando a um equilíbrio e em benefício do trabalhador que moraria perto da empresa e teria mais tempo livre.
Numa situação intermediária estaria a cobrança de um imposto das empresas pelo tempo de locomoção dos seus trabalhadores, visto que os gastos da prefeitura são proporcionais ao número de pessoas que transitam pela cidade usando os meios de transporte, seja público ou privado. O mesmo tipo de imposto pode também ser cobrado de que usa veículos particulares para ir trabalhar.
Mas talvez tanto o pagamento pelo tempo ou o imposto cobrado sejam absorvidos pelos preços dos produtos das empresas e não haja os efeitos desejados sobre o tempo gasto na locomoção.

A melhor solução é mesmo a redução do tamanho das cidades. O que não era eficiente há cinquenta anos atrás e produziu as metrópoles e megalópoles, hoje pode ser eficiente com o uso da tecnologia.
Hoje já se afirmar que a redução de custos pela proximidade é necessária apenas para operações que envolvem redes logísticas. E que a necessidade de conversas presenciais somente é necessária em parcela bem menor de atividades, como nas escolas e hospitais. Mesmo em escolas, para determinados tipos de ensino, o ensino a distância já é uma alternativa economicamente viável e em expansão no mundo inteiro. Da mesma forma a assistência preventiva à saúde pode ser feita a distância, como mostra o uso cada vez maior de aplicativos em dispositivos eletrônicos. O aumento do uso das tele conversas pode reduzir muito os deslocamentos.

A questão é que os custos dos deslocamentos, que hoje são pagos pelos impostos, ou seja, por todos, não é contabilizado nestas comparações. No momento em que forem contabilizados, se concluirá que se deve ao mesmo tempo reduzir o tamanho das cidades e aumentar os usos das tecnologias.  A redução dos tamanhos das cidades implicará em que as populações se distribuam por mais cidades. Teremos mais cidades de porte pequeno e médio do que cidades muito pequenas e cidades muito grandes. O que economicamente já não é um problema devido ao intenso uso da internet para todos os tipos de negócios. Com esse aumento no tamanho médio das cidades, se formam agrupamentos de cidades com relações comerciais. Diferente das regiões metropolitanas atuais. E como efeito adicional favorável é que muitos negócios que hoje são inviáveis em cidades pequenas serão viáveis nestes agrupamentos. De outro lado a diminuição das cidades deixará mais espaços naturai.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Facebook e Snapchat

O Facebook está liberando uma opção (aos poucos e se os primeiros a receber a usarem) para esconder seus posts da sua timeline. funcionará como o Snapchat. seus amigos verão no seu feed mas não poderão achar na sua timeline. ou seja, não deixará rastros. assim nenhum dos seus "amigos" poderá bisbilhotar na sua timeline. o Facebook constatou que as pessoas estão postando menos no Facebook e achou que o Snapchat pode estar roubando tempo dos seus usuários.
O Snapchat já tem mais 100 milhões de downloads no google play (o Twitter tem mais de 500 milhões e o Facebook mais de 1 bilhão).
Segundo a minha consultora para assuntos da pós-pós-modernidade, que por ora não vou revelar a identidade, o problema é que o povo do Facebook é muito chato. Eu não tenho do que reclamar do povo do meu feed, mas estou praticamente parado no Facebook. Até abri uma conta no Snapchat ontem, mas não pretendo usar por enquanto. minha consultora disse que só tem nudes. nos 5 minutos que fiquei online li matérias da CNN, e outras do tipo.
Mas eu sou a favor dos posts não ficarem na timeline. Ninguém sai olhando a timeline dos outros, a menos que não tenha boas intenções. É muito conteúdo guardado (1 bilhão de usuários) na maioria repetido milhares de vezes e que serve apenas para o momento em que você lê. O Facebook poderia doar o dinheiro que vai economizar em armazenamento de dados para a Wikipedia!

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Categorias

Hoje recoloquei os Marcadores do blog, que chamei de Categorias. A tarefa agora é reduzir estes marcadores que não são muitos para uma quantidade bem menor, como Categorias. Vamos atribuir um prazo de 30 dias. Então até 3 de julho de 2016.

domingo, 29 de maio de 2016

750 Words a day

Há muito tempo tento descobrir blogs e sites para me incentivar a escrever diariamente. Há poucos dias descobri um que parece ter resolvido meu "problema". 750 Words. Você se inscreve e deve escrever diariamente um texto de no mínimo 750 palavras. Após terminar o site apresenta suas estatísticas do dia, uma lista de quem está escrevendo no dia. Veja as minhas de hoje aqui. Tem uma página do mês com uma lista de quem está escrevendo no mês e os links para as suas estatísticas do mês.

E onde está o incentivo? Para mim, só de ter o site contando as palavras e marcando os dias já seria um incentivo. Talvez não. Mas então há os badges. Eu já um badge por um three strikes! Escrever três sem falhar. E outro por um five strikes! Hoje foi meu quinto dia de 750 Words. Os textos não são divulgados, nem os próprios administradores podem ler dizem eles.

Meu próximo desafio será escrever o desafio do mês (junho). Escrever 30 dias seguidos. Para isso assinei um contrato. Se eu conseguir vou ganhar um badge e me comprometi por contrato a escrever 50000 palavras em julho (1600 por dia, estarei de férias). Por que 50000? Este é o desafio anual que acontece em Novembro. É o NaNoWriMo. Neste mês o desafiante deve escrever uma novela. E se eu perder vou doar $5 para o 750 Words (sugestão deles, que eu aceitei - já doei $5 no primeiro dia, pelo entusiasmo) e me comprometi a escrever 1000 palavras por dia no resto do mês.

Os últimos badges são para escrever 1000 dias em sequência, tem 150 pessoas. E o Mega Flock para escrever 1000000 de palavras, tem 371 pessoas.

Também dá para seguir pessoas, mas não dá para ler seus textos somente suas estatísticas.

O que mais é preciso como incentivo? Acho que nada!

Atualização 01/06/2016: terminei maio com 7 strike, sem falhar um dia e sem distrações durante a escrita do texto. Hoje comecei o desafio de junho!!